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Cesar Augusto Mota Jornalista e crítico de cinema há mais de cinco anos. Apaixonado pela sétima arte e DNA 100% cinéfilo, com título de premiação até no nome. Séries e games nas horas vagas

Águas Rasas

Estrelado por Blake Lively, águas Rasas é um ótimo terror psicológico dirigido por Jaume Cllet-Serra

Uma história criativa, com agilidade e que atrai o público, é assim que podemos definir “Águas Rasas”, do diretor Jaume Collet-Serra, e com o intuito de mostrar não só uma aventura com ataque de tubarão, mais do que isso.

A jovem Nancy (Blake Lively) é estudante de Medicina, que acaba largando o curso, e decide ir sozinha para uma praia deserta no México. Lá ela se recorda da mãe, morta recentemente e que costumava frequentar o local. As lembranças da mãe parecem atormentar Nancy, mas esta persiste na busca por memórias da matriarca. Após surfar por bastante tempo,  Nancy acaba sofrendo um ataque de tubarão, e é ferida gravemente.

O desespero começa quando a ferida na perna de Nancy é muito profunda e esta improvisa uma sutura com um colar, uma cena bastante forte. Encurralada em uma ilha rochosa criada pela maré baixa, Nancy terá que bolar um plano para escapar do tubarão e achar meios para não morrer de fome. Nesse meio tempo ela encontra uma gaivota que tambem foi ferida e realiza nesta uma espécie de operação, já que a asa estava deslocada e a ave ficou impedida de voar. E para sobreviverem, ambas se alimentavam de larvas vivas.

A personagem principal foi muito bem construída, Blake Lively soube dar vida a Nancy, com seu sofrimento psicológico perfeitamente articulado e com um forte ar de dramaticidade. As expressões de dor de Blake, combinadas com a ansiedade e desespero por uma solução para sair da água e sobreviver enriqueceram a trama, nota 10 para a atriz.

Outro ponto positivo foi o uso de excelentes recursos visuais utilizados, como as postagens no Instagram, as boas tomadas feitas pelos surfistas com uma câmera GoPro semiprofessional e o cronômetro do relógio de surfista de Nancy que aparecia na tela, mostrando a variação da maré e a duração dos passeios do tubarão pelo local. As horas se passavam, o tempo de variação do mar também e isso trazia mais agonia ao espectador, que esperava ansiosamente pela próxima ação que Nancy teria e se surgiria uma nova aparição do tubarão.

Mais um filme com ataque de tubarão poderia soar como clichê, mas “Águas Rasas” trouxe para o público uma história atraente, com novos recursos visuais e com um ar de maior terror psicológico, sem dúvida uma história que prende o espectador e que faz cada um simpatizar com a protagonista, um excelente trabalho de Jaume Collet-Serra e de todo o elenco.

Avaliação: 5/5 estrelas.

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