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Fuja: Final explicado do filme que está sendo um sucesso na Netflix

O suspense conta o dia-a-dia entre mãe e filha, Diana (Sarah Paulson) e Chloe (Kiera Allen), respectivamente.

Fuja tem sido a grande sensação do mês de abril na Netflix. Fuja estreou no fim de 2020 pela Hulu nos Estados Unidos e logo se tornou o filme mais assistido da história dessa plataforma.

A história ( CUIDADO! Spoilers)

O filme conta o dia-a-dia entre mãe e filha, Diana (Sarah Paulson) e Chloe (Kiera Allen), respectivamente.

Diana é uma mãe superdedicada que vive inteiramente para cuidar de Chloe, uma jovem cadeirante que apresenta uma série de graves problemas de saúde. Mesmo diante de todas as limitações, Chloe é dedicada aos estudos e aguarda ansiosamente ir para a faculdade.

No decorrer da história, Chloe passa a desconfiar de um certo medicamento que a mãe ministra a ela todos os dias e logo descobre que se trata de um remédio de uso veterinário, que causa paralisia.

A relação das duas desaba com a descoberta de que Diana é a causadora de todos os males na saúde de Chloe e mantém, desde sempre, uma maternidade abusiva e doentia.

Mantida em cárcere privado, Chloe descobre ainda que a mãe escondeu todas as cartas com as respostas das faculdades nas quais se inscreveu.

Para piorar, a garota também encontra provas de que Diana teve um bebê que morreu horas depois de nascer e, logo em seguida, a roubou de seus pais biológicos ainda na maternidade. Além do mais, ela era uma criança com a saúde perfeita.

Com todas as provas, Chloe chega às últimas consequências para ser internada às pressas e sair das garras de Diana. No entanto, a mãe não desiste e a sequestra do hospital mais uma vez na vida. Mas, o plano dá errado e ela acaba sendo presa.

Sete anos depois, Chloe ainda visita a mãe no presídio e executa, pouco a pouco, uma vingança à altura dos traumas que sofreu nas mãos de Diana.

Entenda o final

O final do longa é tão surpreendente quanto satisfatório. Depois de muito esforço para se livrar do domínio de Diana, a história dá um salto temporal de 7 anos e Chloe é vista entrando em um presídio para visitar Diana na ala hospitalar.

É possível notar que, apesar de ainda estar usando cadeira de rodas, a saúde de Chloe está evoluindo, já que ela consegue se levantar sozinha e dar alguns passos através do detector de metais, mas ela comenta que existe a possibilidade das sequelas nunca desaparecerem.

Então Chloe entra no quarto de Diana que, por sua vez, permanece imóvel todo o tempo. A filha conta como está sua vida atual e descobrimos que ela está trabalhando, que é casada e tem uma filha pequena. Durante todo o relato animado de Chloe, Diana tem um olhar transtornado e não fala nem uma palavra.

Algum tempo se passa e, ao fim da conversa, Chloe se despede dizendo “foi bom te ver, mãe”. Nessa despedida, Diana demonstra ficar ainda mais transtornada.

Nesse instante, Diana já sabe exatamente o que nós iriamos descobrir em seguida, que Chloe havia escondido as tais pílulas verdes na boca, as mesmas que Diana dava para ela ficar paralítica. Chloe diz para a mãe que a ama e pede que ela abra a boca.

Se pararmos para pensar, todo o enredo do filme é baseado em traumas e sequelas da mãe a da filha. No passado Diana teve um bebê morto e tentou compensar a dor roubando outro recém-nascido.

Desde então, Chloe foi criada como uma emulação do bebê que Diana perdeu e, por isso, a mãe conscientemente provoca na filha todas as enfermidades que seu bebê teria se tivesse sobrevivido.

Chloe, desde que Diana foi presa, tomou as rédeas da relação e passou a dominar Diana tirando toda a sua autonomia e fazendo exatamente o mesmo que a mãe fez para ela.

Isso fica claro com as pílulas verdes que causam paralisia. Na cena final, Diana já não fala e não se move. E mesmo que Chloe diga que a ama e a chame de mãe, nada disso é real. Ela está simplesmente pagando na mesma moeda o que Diana fez com ela, usando seus mesmos métodos e palavras.

Síndrome de Münchausen por Procuração

Vale citar que, o que a personagem Diana tem não é apenas maldade no coração, ela sofre de um transtorno psiquiátrico raríssimo, mas conhecido da medicina.

A Síndrome de Münchausen por Procuração (SMPP) também é chamada de “transtorno factício imposto a outros” e foi reconhecida pela primeira vez em 1977.

Em poucas palavras, a pessoa diagnosticada é aquela que toma conta do paciente (geralmente pais ou cuidadores) e que fabrica sintomas na tentativa de chamar a atenção para si. A doença também é considerada uma espécie de abuso infantil.

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